Há um momento na vida em que sentimos a necessidade de fazer uma pausa e avaliar se estamos indo na direção certa. Não se sentiu assim ainda? Não se preocupe, você vai chegar lá e, quando chegar, tire o melhor desse momento, reflita, leia, estude e, se necessário, faça correções de rota. Se você sente que ainda 

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não tem uma rota definida na vida, não se preocupe pois não acredito que estaremos 100% seguros do que estamos fazendo durante 100% do tempo. Então você não está sozinho. Meu único conselho é – não pare nunca de tentar.

Como amante de futebol, comparo nossa carreira – ou nossa vida – a uma final de campeonato ou copa do mundo. Pense nessa partida como a mais importante de todas as partidas!

Pense que sua carreira é dividida em:

Primeiro Tempo

Intervalo

Segundo Tempo

Hoje vou falar sobre meu Primeiro Tempo de jogo.

O Primeiro Tempo

No meu caso, sinto que corri muito no “primeiro tempo” de minha carreira. Muitas vezes, mais do que o necessário. Assumi minha primeira posição de liderança aos 22 anos de idade. Sequer  tinha terminado minha graduação e não tinha qualquer experiência gerencial. Cerca de um ano e meio depois fui promovido a Gerente Administrativo Financeiro e passei a ser responsável por pouco mais de 50 funcionários e pelo orçamento anual de toda a empresa. Embora minha nova função tenha suprido algumas lacunas no meu ego, logo percebi que meu senso de realização não era suficiente para fazer o trabalho. Meu CEO tinha plena confiança em meu potencial e tornou-se um grande mentor para mim. Não que seus métodos e técnicas de coaching fossem tradicionais, mas eram extremamente eficazes. De certa forma ele tinha a capacidade de ver além do que eu era até aquele ponto. Ele sabia no que eu poderia me tornar e também entendia o que era necessário fazer para me ajudar no meu desenvolvimento profissional. Ele viu em mim potencial técnico e moral que eu mesmo não estava certo se tinha. Muitas vezes me levou ao limite e me lembro de um dia estar preparando uma apresentação no meu computador com ele sentado ao meu lado me apressando. As lágrimas escorrendo no meu rosto enquanto eu perguntava a mim mesmo o que estava fazendo ali. Com o tempo percebi que ele estava me treinando para ser bem-sucedido, para não desistir, para não ser vítima de nenhuma circunstância. Ele estava me treinando para ser um profissional mais resiliente e sem medo de aceitar desafios. Mais propenso a suceder mesmo sob grande pressão. Quando decidi, depois de 8 anos, deixar aquela empresa e mergulhar em outras aventuras, estava mais preparado como líder corporativo mas ainda tinha muitas deficiências técnicas das quais só me dei conta quando fui trabalhar para uma grande multinacional. E a cada nova empresa ou posição, sentia que precisaria de muito esforço pessoal para evoluir tecnicamente.

Tentei compensar, com muito “suor”, toda a minha falta de preparação e treinamento – falo de “background” acadêmico mesmo. Venho de origem humilde e sempre frequentei escolas públicas. As expectativas profissionais sobre mim nunca foram muito altas. Nunca me destaquei na escola ou nos esportes e, se permanecesse em um “entry level job” por muitos anos, não surpreenderia ninguém. Comecei a trabalhar aos 13 anos de idade e tive que conciliar estudo e trabalho até me graduar no segundo grau e então na faculdade.

Corri muito para compensar minha falta de preparação. Após alguns tropeços, decidi que quebraria as barreiras sociais – aquelas que nos fazem sentir como se estivéssemos presos em um mundo do qual não gostamos – e fui à luta. Claro que todo o esforço que fiz se reverteu em benefícios para minha carreira. Meu primeiro tempo de jogo foi ótimo! Assumi posições de liderança em grandes empresas e consegui chegar mais longe do que jamais projetara….se é que no início eu tinha algo projetado. Aprendi muito sobre finanças, marketing, recursos humanos e liderança e sei que tenho muito a aprender. Mais adiante vou mencionar algumas lições preciosas que aprendi com esse primeiro tempo incrível.

Contudo, após quase 25 anos de uma carreira frenética e chegando aos 40 anos de idade, percebi que o esforço que fizera até então consumira todas as minhas forças. Sentia-me como se não tivesse energia para prosseguir no jogo. Percebi que não tinha mais paciência para a hipocrisia e politicagem corporativa. Que por mais que ouvisse que as pessoas são o mais importante ativo de uma corporação, a realidade me mostrava que o que importa mesmo é o que os “shareholders” acham importante e, normalmente a única vontade deles é mais dinheiro, mesmo que isso tenha um alto custo social ou ambiental. Sou conservador, capitalista convicto e pró-lucro. Só me incomoda quando alguns maus líderes buscam resultados a qualquer preço, justificando qualquer fim para chegar aos meios. Acredito que dá pra ter muito lucro e ao mesmo tempo, sem cinismo ou hipocrisia, impactar positivamente as vidas dos “stakeholders” tais como funcionários, clientes, meio ambiente e sociedade.

Decidi mudar minha vida. Acho que foi muito importante para mim naquele momento o fato de ter um péssimo chefe. Alguém em quem eu não podia confiar, me espelhar ou usar como inspiração. Que não era motivado por princípios ou valores nos quais eu acreditava. Alguém cuja relação com sua própria ascensão profissional era mais intensa do que os princípios básicos para uma convivência saudável. Tenho um sentimento de gratidão por aquele chefe pois seu comportamento despertou em mim questionamentos fundamentais do tipo:

Que tipo de líder eu estou me tornando? Até que ponto estou abrindo mão de meus valores pessoais mais importantes em prol de minha carreira ou de dinheiro? O que posso fazer para influenciar positivamente as pessoas a minha volta? Existe vida inteligente fora da Terra? (ops….não! Esse é um outro problema). Confesso que não tenho ainda nem metade das respostas, mas também só joguei o primeiro tempo!

A verdade é que eu estava cansado e sozinho naquele campo imenso. Claro que tinha meus funcionários, meus amigos e minha família me apoiando. Mas aprendi que nossa posição nesse jogo é única e solitária e ninguém pode jogar por nós. Para mim era o fim do primeiro tempo e, como o jogo não pararia por minha causa, eu decidi ir sozinho para o vestiário para descansar, meditar sobre o primeiro tempo, aperfeiçoar minha técnica de jogo e voltar descansado e mais preparado para o segundo tempo.

Antes de falar sobre o Intervalo e o Segundo Tempo, gostaria de compartilhar algumas lições valiosas (ao menos para mim) que aprendi no Primeiro Tempo de jogo.

Lições aprendidas no Primeiro Tempo

Agora, após um proveitoso intervalo de jogo, durante o qual mudei inclusive de país, consigo ver mais claramente quais são as lições e princípios que tornaram-se valiosos para mim durante meu “primeiro tempo” de jogo:

Confiança

Um excelente livro que li recentemente descreve com propriedade algo muito importante sobre a confiança. Em poucas palavras o livro “O Poder da Confiança” de Stephen R. M. Covey, diz que um alto índice de confiança aumenta a velocidade dos processos e diminui seu custo, ao passo que um baixo índice de confiança faz exatamente o oposto disso. Vou dar um exemplo para ilustrar melhor como isso funciona. Você vai comprar um carro financiado em 60 vezes, ok? Quem já fez isso sabe como é cansativo. Você preenche um milhão de documentos e a concessionária envia para a financeira. Depois de muito tempo andando pela loja – você provavelmente nem lembra mais o que tinha ido fazer lá – chega o vendedor e fala pra você: “Sr. Daniel, esqueci de preencher o campo que pede o número do sapato do seu bisavô. Pode me passar essa informação para eu re-enviar os formulários à financeira? Esse é o momento em que você finge que está calmo, lhe fornece os dados necessários e sabe que vai ficar lá esperando mais duas horas. Quando chega a aprovação com aquele monte de papéis você está tão cansado que tira uma soneca no carro novo antes de ir pra casa. Quando chega em casa e começa a ler todos aqueles documentos, percebe que está pagando uma série de taxas e tarifas que nem sabe o que é. Se você já passou por isso, então sabe bem como um ambiente com baixíssimo índice de confiança funciona.

Vamos imaginar agora que estamos realizando a mesma transação em um ambiente com altíssimo nível de confiança. Você então pergunta para o vendedor: “- Posso pagar em 60 vezes?” E ele diz: “- Claro que pode!”.  Então apertam as mãos, ele te dá a chave e você vai pra casa de carro novo. Sem financeira, sem documentos a serem preenchidos e enviados, sem taxas e tarifas extras, sem demora.

Claro que isso é uma grande utopia, um exemplo extremo. Contudo, imagine como seriam suas interações do dia a dia e os benefícios que um alto índice de confiança podem trazer. Faria alguma diferença se seu chefe tivesse plena confiança em você? Você tentaria ser melhor? Se sentiria mais comprometido com a empresa ou ao menos com sua equipe?

Elimine do seu íntimo qualquer agenda oculta quando interagir com as pessoas. Você vai perceber que, por não ter uma “hidden agenda” as pessoas tenderão a confiar em você mesmo quando não gostam de você.

Não é possível esperar resultados espetaculares de uma equipe com baixo índice de confiança. Ninguém vai inovar. Ninguém vai se arriscar a melhorar um processo. O ambiente acaba ficando envenenado, os processos ficam emperrados e ineficientes e, consequentemente mais caros. Aprenda a confiar sem reservas em seus líderes e liderados e – mais importante – busque sempre ser digno de confiança. Nos últimos anos usei um slogan ( quem trabalhou comigo vai rir, eu sei ) que é o seguinte: “Não me importo se gostam de mim ou não. Mas vou fazer de tudo para que confiem em mim.” E assim tentei fazer pois tenho convicção de que nossos resultados dependem primordialmente dos que trabalham conosco. E essa interdependência me leva à segunda lição que aprendi no Primeiro Tempo:

Passe a bola

Joguei futebol de salão por muitos anos com a mesma turma de amigos. Confesso que eu tinha fama de ser “fominha”. Se você não é boleiro e não sabe o que significa, “fominha” é o camarada que não passa a bola pra ninguém. Ele sempre tenta resolver a jogada sozinho e, na maioria das vezes, desperdiça o lance. Acho que no meu caso era também falta de habilidade para reconhecer ou executar a melhor jogada. (desculpa esfarrapada, eu gostava de ser fominha!).

Na nossa carreira acontece o mesmo. Muitas vezes, temos a tendência de centralizar as responsabilidades e tentamos fazer tudo sozinhos não importando quão difícil seja a empreitada. Então ficamos cansados, decepcionados e frustrados por sentir que não entregamos o melhor resultado. Perdemos a bola para o adversário, pisamos na bola, chutamos pra fora e começamos a duvidar de nossa própria capacidade de jogar. Percebi que a bola corre mais rápido que nós, então quando passamos a bola mais frequentemente, todos no time precisam correr menos e, ao mesmo tempo, o jogo fica muito mais rápido e prazeroso.

Não importa se você é líder ou liderado, aprenda a pedir ajuda. Sei que as relações humanas estão cada vez mais virtuais e os eletrônicos estão minando nossa capacidade de interagir e trabalhar em equipe (eu usaria a palavra sinergia aqui, mas essa é uma daquelas que ninguém mais aguenta! Só quem está jogando “Business Bingo” é que gosta de ouvir. Não sabe o que é Business Bingo? Então Google it).

Também entendo a necessidade humana de ser aceito e apreciado. Todos queremos receber elogios do chefe, dos pais, do cônjuge, etc. Todos queremos crescer e ser promovidos e ir o mais alto que pudermos. Isso é ótimo! A lição a ser aprendida aqui é que pedir ajuda NÃO é sinal de fraqueza. Não diminui seu mérito. Não impede seu crescimento. Na verdade, quando você aprende a pedir ajuda aos colegas ou delegar mais responsabilidade aos seus liderados, você mostra algo mais importante. Você mostra que é importante jogar em equipe pois ninguém consegue ganhar o jogo sozinho. Você mostra que cada membro do time é valioso e tem algo a oferecer. E, principalmente, que o sucesso é algo a ser desfrutado coletiva e não individualmente. E quer saber? Quando você delega e pede ajuda aos outros você desperta nas pessoas o que há de melhor e mais gratificante na convivência humana: A satisfação de servir e o senso de pertencimento, de propósito.

Cuide da “Máquina”

Imagine que você é um motorista de Uber e depende se seu veículo para prover o seu sustento e de sua família. Então lhe pergunto, como você cuidaria de seu veículo? Correria como um louco, subindo em guias, forçando o motor ao máximo em cada marcha?

Seu corpo é sua principal ferramenta e, se não cuidar bem dela, sua capacidade de produzir ficará comprometida. Sua mente não é clara e produtiva quando seu corpo não está bem. Aprendi às duras penas que esperar a “máquina” quebrar para começar a fazer os reparos pode ser mais caro, dolorido e, às vezes, tarde demais. Precisei de uma injeção de adrenalina no abdômen durante um choque anafilático para entender isso. Precisei de meses para reparar o estrago causado pelo excesso de trabalho e estresse. Só para constar, nunca bebi álcool e nunca fumei e achava que esses bons hábitos seriam suficientes para manter-me saudável. Me enganei feio! A falta de descanso e o estresse estavam me consumindo e eu demorei muito a perceber.

Hoje, jogando meu segundo tempo, exercito quase que diariamente. Faço hiking (trilhas). Ando de bicicleta Jogo futebol duas vezes por semana e até deixei de ser fominha! Também faço algo que não fazia com muita frequência enquanto jogava meu primeiro tempo: Passo muito tempo com minha família e isso tem trazido um equilíbrio, calma, e força necessárias para fazer jogar meu segundo tempo com muito mais tranquilidade e prazer.

Cuide da máquina e ela cuidará de você!P_20170319_134442

Esqueça sua Zona de Conforto

Acredito que estamos nesse mundo para aprender e progredir em todos os aspectos possíveis. O que aprendi no meu primeiro tempo é que, na maioria das vezes, somos nossos maiores sabotadores. Isso mesmo! Somos nós que impedimos nosso progresso e crescimento e não os fatores ambientais à nossa volta. Falhar é um componente fundamental do nosso progresso e nunca vamos progredir se não arriscarmos, jogarmos fora nossa preguiça e sairmos da zona conforto. Sei que é assustador quando pedem para você jogar em um posição em que você não está acostumado a jogar, afinal você tem jogado na defesa por tantos anos…! Como alguém pode lhe pedir que vá para o ataque!? “Vou fazer papel de ridículo!” “Não tenho habilidade!” e pensamentos desse tipo vão infestar nossas mentes quando estivermos frente a uma oportunidade de mudança ou desafio. O que hoje sei é que o arrependimento que advém por não tentar é MUITO maior do que a dor da derrota por ter tentado e falhado.

Muitas falhas; muitas quedas; isso é que tornará você em um jogador melhor. Tente! Arrisque! Mude-se! Mude-se de país! Demita-se! Isso mesmo, se você sente-se triste todo dia por ter que ir para aquele emprego que não gosta, demita-se pois está no lugar errado!

Sua felicidade e progresso valem muito mais que seu comodismo. Tenha uma conversa séria consigo mesmo de vez em quando para entender o que você realmente quer e vá à luta. Comparo minha atitude frente a algumas decisões difíceis que tomei durante meu primeiro como “pular na piscina sem saber se tinha água dentro.” Alguns amigos próximos diriam que tenho mais fé que juízo.

Hoje não consigo imaginar minha vida se não tivesse tantas vezes seguido meus instintos e saído da zona de conforto para buscar algo melhor. Não é fácil e tem um preço. Contudo, a recompensa é muito maior.

Não entre em divididas violentas. Escolha suas batalhas.

Você não precisa entrar em todas as divididas do jogo. O mundo corporativo pode às vezes parecer uma partida violenta onde até os que deveriam jogar no seu time tentam tirar a bola de você com entradas duras. Claro que somos humanos e tendemos a reagir rapidamente quando percebemos que a jogada não foi leal. O que aprendi é que reagir prontamente à toda a nossa indignação pode nos levar a recebermos o cartão vermelho ou até mesmo nos contundirmos em uma dividida desnecessária. Muitas das brigas que comprei quando jovem executivo me causaram mais desgaste do que trouxeram resultados.

Foque no resultado final que quer para a partida e não naquele lance individualmente. Use a razão e verá que é melhor jogar com inteligência do que reativamente. Nunca se esqueça que seu objetivo é ganhar o jogo e não vencer cada lance individualmente. Não é possível ganhar sempre.

Quando sentir o ímpeto de comprar uma briga, tente visualizar as consequências e resultados de suas ações e verá que 80% delas serão infrutíferas ou nocivas a você mesmo. Portanto, jogue com inteligência. O drible é a arte de passar pelo adversário com a bola sem atingi-lo ou ser atingido por ele. Embora ele seja seu adversário, na maioria esmagadora das vezes ele não é seu inimigo. Ao invés de agredir, drible e continue sua jogada. Se for agredido, você ainda tem sua dignidade pois você não foi o agressor. Levante-se e continue jogando.

Meu pai foi jogador de futebol profissional e, no seu aniversário de 60 anos de idade, minha mãe convidou todos os seus ex-colegas de time para celebrarem em um parque com um campo de futebol. Nós, filhos e netos, os desafiamos para uma partida. Achávamos que seria facílimo vencê-los porque, convenhamos, éramos muito mais jovens e muito mais rápidos do que aqueles senhores. Mas não foi bem assim…percebi o quanto de energia empregávamos para não ter praticamente nenhum resultado enquanto que, aqueles senhores grisalhos, nos humilhavam com seu toque de bola refinado e jogadas inteligentes. Eles não precisaram correr muito. Eles não entravam em divididas. Eles simplesmente jogavam mais com suas cabeças do que com suas pernas enquanto nós corríamos como loucos para acabar perdendo a bola para eles.

Não compre todas as batalhas que aparecerem à sua frente. Seja estratégico. Jogue inteligentemente.

Conclusão

P_20180807_195801Ressalto que grande parte do que aprendi no meu primeiro tempo de jogo, aprendi do jeito difícil, ou seja, por meio das consequências dos meus erros. Cada um de nós terá que  cometer seus próprios erros e aprender suas próprias lições. Contudo, não tenho dúvidas que evitei alguns desgostos por aprender com os erros alheios. Fique atento pois alguém está pagando o preço por ter cometido um erro que você está prestes a cometer. Aprenda também com os erros dos outros e vai acelerar seu progresso.

Oportunamente escreverei sobre meu Intervalo de jogo e sobre o Segundo Tempo que estou jogando agora.

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