consumoViver em um mundo capitalista sem ser metralhado pelas poderosas armas da mídia é praticamente impossível atualmente. É como andarmos em meio a um enxame de abelhas africanas (daquelas que arrancam pedaço) sem sermos picados.

A todo o momento sofremos dezenas de ataques nos dizendo o que fazer, o que comprar, como nos vestir, que carro dirigir e tudo o mais que precisamos fazer para sermos aceitos.

Aceitos por quem???

As grandes empresas não estão tentando apenas vender-nos um produto. Elas querem muito mais! Elas nos vendem um “estilo de vida” pelo qual seremos artificialmente aceitos em algum meio social e fazem com que acreditemos nisso quase que inconscientemente.

Passamos a almejar o estilo de vida do personagem da novela. O carro do herói do filme. O cabelo da moça da propaganda do xampu. O celular que, além de fazer ligações, passa a roupa e estoura pipoca……….e o pior de tudo……..Passamos a acreditar que só seremos verdadeiramente felizes se conseguirmos isso tudo!!!! Então, na busca desesperada pela “felicidade” imediata, gastamos tudo o que ganhamos (e às vezes mais do que ganhamos – vide “DICA 1” na matéria abaixo), para comprar “pseudos” agentes de felicidade.

Muitas coisas são realmente interessantes e nos dão conforto, segurança e alguma satisfação. Não é errado comprá-las. Mas tudo tem sua hora.

Quem ganha com nosso consumismo alienado?

Para responder a essa pergunta, vamos entender, de forma simples, a formação do preço de um produto:

Preço = Valor Real (econômico) + Valor Virtual (status) 

Valor Real = Custo de Fabricação + Lucro Pretendido Sobre o Investimento

Valor Virtual = O Status Que o Produto nos Trará

Exemplo: Bolsa Louis Vuitton

PreçoValor Real ( R$ 200,00 ) + Valor Virtual ( R$ 2.800,00 ) = R$ 3.000,00

Ou seja, você ficou com os R$ 200,00 do preço da bolsa e deu R$ 2.800,00 para alguém. Esse é um exemplo extremo apenas para ilustrar o conceito, mas vivemos isso no dia a dia com diversas escolhas.

Como o status não traz retorno financeiro algum, nosso dinheiro foi pelo ralo. Essa parte do preço (o valor virtual) apenas engorda as contas dos acionistas das corporações.

Portanto, quando a propaganda nos diz “Porque a vida é agora”, ela nos diz para não pensarmos muito em nossas escolhas e agirmos por impulso. A grande prova disso é aquele sentimento de pesar ou arrependimento de quando compramos algo de que não precisamos. Isso acontece porque nossa escolha estava em desacordo com nossa racionalidade. Ou seja, fomos manipulados!

É possível andar no meio de um enxame de abelhas africanas e não ser picado?

Claro que é. Basta aprendermos a distinguir e criticar o que vemos e ouvimos na mídia. Nossa capacidade de discernimento para decidir entre o que QUEREMOS e o que PRECISAMOS, funciona como a roupa que o apicultor usa para se proteger das abelhas.

Quando conseguirmos controlar nossos impulsos e utilizar de forma sábia nossos “suados” recursos financeiros. Passaremos a acumular dinheiro e poderemos iniciar nossa jornada pelo mundo dos “poupadores”, mas esse assunto ficará para as próximas dicas.

Ao alcançarmos o verdadeiro sucesso e a independência financeira, poderemos ter os bens que queremos sem nos endividar. Então talvez entendamos que precisaremos ser aceitos por nossos valores e caráter, e não pelo dinheiro, estilo ou pelas coisas que temos.

Responda a enquete abaixo. Sua participação é muito importante.

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