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Arquivo da categoria: Carros & Test Drive

Fechamento da Chery em Manaus – Qual a próxima?

Caros leitores,

Há alguns anos venho testando carros chineses e postando minhas impressões em meu blog como podem ver.

Apostei, como muitos, e comprei um Chery QQ ainda morando em Natal-RN. O carro, embora tenha suas dificuldades, tem sido muito bom e aos quase 30.000 km, está se comportando bem. Contudo, a conhecida falta de ética das empresas chinesas veio à tona.

Mudei-me para Manaus em janeiro desse ano (2013) e, após cerca de 4 meses a Chery fechou sua concessionária por aqui e não tem dado qualquer assistência a seus clientes. Ao questionar no SAC da Chery, enviam um e-mail padrão nos recomendando as concessionárias do Pará!  Meus caros e ignorantes gestores da Chery, o Pará fica a 3 dias de BARCO daqui (e mais 6  dias para voltar pois o barco vem contra a correnteza).

Pelo site “Reclame aqui” a mensagem é difusa e não dá para entender o que querem dizer (deve ser o tradutor de chinês que contrataram que andou bebendo, ou sei lá).

Sim, apostei, gostei do carro, tinha a esperança de que os chineses pudessem ajudar a enfraquecer o criminoso oligopólio (leia-se CARTEL) formado pelas 4 grandes montadoras do Brasil. Sim, aquelas que também nos atendem mal e nos vendem carroças a preço de BMW. Contudo, continuamos na mesma. As agências reguladoras são vendidas e obviamente controladas pelas empresas que deveriam controlar…..uma pena.

O fato de não ter uma concessionária para fazer revisão no meu carro é um problema pequeno se pensarmos que vivemos em um país onde o Presidente do Senado é  mais criminoso que o “Al Capone”, um presidiário condenado (por corrupção) pode continuar a nos representar no congresso, nossa Presidente da República foi terrorista e o bolsa família define o destino do país.

Contudo, combatendo pequenos delitos, teremos chances de evitar que esses grandes ocorram. Por isso estamos entrando em uma ação conjunta em Manaus com dezenas de clientes, exigindo que a Chery cumpra seu papel ou nos devolva o dinheiro pago por seus carros. Talvez eles façam como fazem em muitos países e comprem algum figurão para ajudá-los no processo. Talvez isso ocorra. Contudo, a divulgação desse texto no meu blog (+ DE 10.000 ACESSOS POR MÊS) e de muitos outros que virão de outros clientes, não poderão devolver-lhes algo que vale mais do que tudo…..sua REPUTAÇÃO.

Sinto muito Chery………ACABOU PRA VOCÊS NO BRASIL.

Eu acreditei….NÃO ACREDITO MAIS.

 
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Publicado por em 09/09/2013 em Carros & Test Drive

 

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Testei o JAC J6 – O Chinesão de 7 Lugares

JAC J6

JAC J6

Antes de fazer o teste com o JAC J6, fui conhecer o Nissan Grand Livina, o Kia Carens e a pré-histórica Chevrolet Zafira. Essa última está com os dias contados e já está sendo substituída pelo Chevrolet Spin. O Spin não está disponível ainda para teste, mesmo assim utilizarei sua ficha técnica para comparar ao J6, visto que não faz sentido utilizar a quase extinta Zarifa na comparação.

Novamente fui muito bem atendido na Concessionária da JAC de Natal e pude olhar, fuçar e dirigir o J6.

Ele não tem o luxo, o acabamento nem o motor do Kia Carens. Mas custa R$ 20.000 a menos e é 1 cm menor no comprimento apenas. Já em relação aos outros concorrentes ele é 19 cm maior que o Spin e 13 cm maior que o Grand Livina.

DESIGN

Pininfarina. Esse nome por si só já diz muito sobre o design do carro. Mas não espere ver uma Ferrari de 7 lugares. O J6 é bonito e atual mas, como a maior parte dos carros do segmento, não é um primor no quesito design. De qualquer forma, respeitando o estilo da marca, os compridos faróis dianteiros, juntamente com os vincos no capô, tornam a frente muito harmônica. A traseira também é moderna, com as lanternas triangulares no alto invadindo as laterais.

As barras laterais no teto também ajudam a modernizar o chinesão.

INTERIOR/CONFORTO

JAC J6 – Bancos Traseiros

Esse é, certamente, o grande ponto positivo do J6. Salvo pelo tecido dos bancos que são de um veludo grosso daqueles que dão a impressão de que ficarão cheios de bolinhas com o tempo (igual as blusas que usava para ir à escola quando criança). Vale à pena optar pelo couro.

Quanto ao espaço interno ele é o melhor da categoria e talvez seja ameaçado apenas pelo Kia Carens, que também é excelente nesse quesito.

Os 5 bancos traseiros são individuais e podem ser reclinados (excelente posição para viajar dormindo), dobrados, rebatidos e retirados individualmente. Também podem, individualmente, ser movidos para frente ou para trás como na saudosa Scenic, da Renault. Toda essa versatilidade, torna fácil encontrar o melhor espaço para todos os 7 ocupantes viajarem com conforto. Claro que, se você tem mais de 1,80 mts, não vai sentir-se confortável por muitos kilometros nos dois bancos da última fileira. Não pelo espaço para o joelho mas porque o assoalho é alto e seu joelho vai ficar quase batendo no queixo. Mas para ter uma idéia, é MUITO melhor que viajar na Zafira, por exemplo. Eu falo com a propriedade de meus 1,85 mts.

Um ponto que, a princípio causa estranheza é que não há alavancas para mover e retirar os bancos. Tudo é feito por meio de grossas tiras de nylon. Mas funcionaram muito bem e acho que me acostumaria a isso.

O banco do motorista conta com ajuste de altura e todos os 7 bancos possuem encosto de cabeça (não disponíveis no Grand Livina nem no Spin). Ao dobrar para frente o banco central da fileira intermediária, obtem-se uma mesinha com porta-copos, o que é muito útil em viagens.

O porta malas tem 198 lts contra 123 lts do Grand Livina e 162 lts do recém nascido Chevrolet Spin. Perde apenas para o Kia Carens, que tem 220 lts. Lembro que esses valores referem-se ao espaço com eles configurados para 7 lugares. Se rebatidos os bancos, o J6 chega a 2.200 lts de espaço para bagagem.

J6 – Console de teto

Outros ítens de conforto de série são:

  • O ar condicionado é digital com saída dupla (frente e trás)
  • Direção hidráulica
  • O vidro é elétrico nas 4 portas.
  • Console central funcional e de fácil acesso
  • Console de teto com porta óculos
  • Luz de cortesia nos dois quebra-sóis
  • Diversos “porta trecos”
  • Rádio integrado ao painel com controles no volante (embora, no volante, os controles pareçam muito frágeis)
  • Air bag duplo
  • Abs

O acabamento, embora melhor que dos outros chineses que conheci, ainda gera uma certa insegurança sobre

J6 – Interior – Frente

o que acontecerá após os 20.000 ou 30.000 km. A impressão que dá é que os plásticos estarão rangendo em pouco tempo. Contudo, isso só o tempo dirá.

DIRIGINDO O J6

O banco do motorista é muito confortável e é fácil encontrar a melhor posição para dirigir.

A direção hidráulica é bem dimensionada e peca apenas pela empunhadura, pois o aro é mais fino do que estamos acostumados no Brasil. Acho que a JAC até percebeu isso e entrega o volante revestido em couro de série.

O acesso aos comandos e ao câmbio é fácil e a ergonomia é boa.

O motor 2.0 16V, com seus 136 cv, carrega bem os 1.500 kg do J6. Exceto na arrancada, que é onde percebe-se claramente a diferença entre os motores 16V conhecidos no Brasil e os chineses. Todos, exceto o Chery QQ, são um pouco amarrados na arrancada. Novamente, nesse quesito, o J6 perde apenas para o Kia Carens com seus 149 cv (e 100 kg a mais). Já o Nissan Grand Livina vem com motor 1.8 16v de 125 cv e o recém nascido Chevrolet Spin vem com motor 1.8 de 108 cv.

J6 Painel

J6 Painel

Passei fácil dos 100 km/h em uma avenida de Natal e fiquei surpreso com o isolamento acústico. Mesmo com o alto giro do motor, o ruído no habitáculo é baixo e não incomoda. Confesso que até esperava mais ruído, visto que os chineses não ligam muito para o conforto.

O câmbio manual de cinco marchas tem engates muito bons e melhores que os do irmão menor J3. Não é um esportivo mas não tive nenhuma dificuldade em reduzidas e trocas rápidas. Apesar do grande motor, a embreagem é leve e de fácil acionamento. Não há opção de câmbio automático ainda no Brasil para o J6.

A suspensão foi redimensionada especialmente para o Brasil e não deixa a desejar. Andei em ruas esburacadas, passei por lombadas e ruas de paralelepípedo e a maior parte das imperfeições do asfalto foram absorvidas sem problemas. Infelizmente não andei no último banco para testá-los também e checar se não pulam demais.

CONCLUSÃO

Fiquei com uma boa impressão do carro. Entre as opções de 7 lugares que citei, o J6 só perde para o Kia Carens no conjunto da obra. Mas leve-se em conta que o Carens custa R$ 20.000 a mais, o que não é pouca coisa.

Mesmo sendo mais barato que o Carens, ainda acho que seus R$ 58.000,00 são salgados e mostram novamente que o Sr. Sergio Habib (dono da Citroen e JAC no Brasil) não veio para brigar no preço e sucumbiu às grandes margens que são praticadas pelas outras montadoras no Brasil. O mesmo carro pode ser adquirido por quase 50% a menos em outros países latinos. A despeito dos impostos, não há dúvidas de que o carro poderia vir por muito menos. Talvez pelo valor do Grand Livina, que custa R$ 52.000 na versão de câmbio manual. Esse também é o preço previsto para o novo Chevrolet Spin na versão 7 lugares.

J6 Bancos todos deitados

J6 Bancos todos deitados

Um ponto importante a avaliar é o consumo. Coisa que não dá para fazer em um test drive.

Portanto, não fosse o preço, seria uma excelente opção para grandes famílias.

 
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Publicado por em 05/07/2012 em Carros & Test Drive

 

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TESTEI O JAC J3 – “O chinês sem olho puxado”

Depois de alguns meses sem testar nem escrever sobre os chineses, estou de volta.

Após ler o teste de longa duração da revista 4 Rodas (que geralmente mostra-se contra qualquer ameaça às 4 grandes montadoras do cartel existente no Brasil), me surpreendi pelos resultados positivos apresentados e me estimulei a separar um tempo para testar o J3. Portanto aí vão minhas impressões:

ATENDIMENTO

Desta vez vou começar minha avaliação por algo que não está no carro, o atendimento. Claro que na hora de vender todo mundo é positivo e agradável, contudo, como administrador e atuando em cargos de gestão há mais de 15 anos, consigo reconhecer quando há uma preocupação com treinamento e preparação ou se há amadorismo.

A vendedora que me atendeu claramente foi bem treinada. Sabia do que falava sobre os carros (pois gastei muito tempo querendo saber sobre o J6). Sabia sobre a história da JAC. Conhece as estratégias do Sérgio Habib (Presidente do grupo que trouxe a Citroen e a Jac ao Brasil). Ponto para a preparação da equipe de atendimento (embora uma amostra de uma unidade não seja representativa). Agradeço à Sara (JAC Natal-RN) por sua prontidão e profissionalismo.

DESIGN

O carro é bonito e até moderno, mas uma palavra poderia definí-lo bem: “Normal”.

Muito parecido com o Renault Sandero, não se sobressai no trânsito, passando desapercebido. Contudo as linhas são harmônicas e tem um ar esportivo.

INTERIOR

O espaço interno é bom para o motorista e o banco é confortável e anatômico. A posição de dirigir é agradável e, embora tenha dirigido apenas por alguns minutos, fiquei muito confortável. O volante também é bem posicionado e acredito que, em conjunto com o banco, faria com que uma viagem mais longa fosse agradável. Pelo menos muito superior a outros carros que utilizei para viajar, como Novo Uno e Prisma, que logo ao me sentar, ainda na locadora, percebi que teria problemas depois de 30 minutos e tive mesmo.

Não andei no banco traseiro, mas me pareceu ser maior do que um Pálio ou Fiesta.

O acabamento é simples e “plastificado” como nossos nacionais. Contudo os encaixes me pareceram bem feitos e não vi grandes problemas.

Já o tecido do banco, de um veludo grosso, poderia ser mais bonito e merece ser avaliado quando à durabilidade.

O porta-malas atende bem uma família pequena.

Painel Jac J3

Painel Jac J3

O painel é bonito e de fácil leitura. Também é completo, com contagiros e com todos os avisos de praxe, assim como nos outros chineses.

Os comandos do ar, luzes e vidros também são bons e de fácil acesso. Apenas o ajuste do retrovisor elétrico que fica um pouco escondido atrás do volante. Contudo, não é algo que deva-se ajustar com o carro em movimento, o que minimiza o inconveniente.

DESEMPENHO

O motor 1.4 16V, de 108 cv, é ágil e suficiente para empurrar seus 1.060 kg com facilidade. Contudo, fica evidente a lentidão na arrancada, que é comum em outros motores 16 válvulas. Depois de 3.000 rpm o motor fica bem mais solto, fazendo com que o desempenho do carro seja melhor na estrada do que na cidade. Talvez com o processo de amaciamento esse efeito seja reduzido, contudo, assim como no Chery Cielo, torna o carro “pesado” na arrancada.

O câmbio tem engates “secos” (na falta de uma palavra melhor), contudo, precisos. Mesmo quando estiquei as marchas e troquei rapidamente, não mostrou resistência e permitiu trocas relativamente ágeis. Também utilizando o câmbio nas reduzidas para auxiliar a frenagem, foi muito eficiente.

Os freios são bons e mostraram-se eficazes em freadas bruscas. Lembro que testei no asfalto seco, que não é um grande desafio para o ABS.

A suspensão foi, certamente, adaptada às nossas “excelentes” ruas e absorvem bem as imperfeições do asfalto e, mesmo andando rápido no paralelepípedo, não causou desconforto a mim, à vendedora e à minha filha que me acompanharam no teste.

CONFORTO

Esse é um ponto forte dos chineses que testei até agora (exceto na Towner).Qual carro “nacional” oferece vidros elétricos nas 4 portas e retrovisores elétricos como ítens de série? Quais oferecem ainda ar-condicionado, airbag duplo, rádio com MP3 de série?

Some ainda na conta o sensor de ré que, mesmo sendo apenas sonoro, ajuda nas manobras.

Claro que podemos encontrar isso tudo em modelos mais luxuosos, mas por R$ 37.000 nunca vi. Em alguns modelos que custam acima de R$ 40.000, sequer existe a possibilidade de instalar vidros elétricos nas portas traseiras, mesmo como opcional.

Ponto para a JAC nesse quesito que, certamente desafia nossos ditos “nacionais”.

PREÇO

Embora no site da JAC indique R$ 34.990, a vendedora me informou R$ 37.990. E é justamente no preço que a JAC me preocupa. Sérgio Habib conhece o mercado como poucos homens no Brasil e sabe que nós, brasileiros, estamos acostumados a pagar muito por pouco. Já o preço do J3 mostra isso e poderia, com toda certeza, ser mais competitivo. Não adianta usar o aumento do IPI como argumento pois o preço não mudou em nenhum momento e o Faustão é testemunha.

Se o Sr. Habib (Presidente da JAC no Brasil) quiser pegar carona no cartel das montadoras nacionais, abrirá mão do ganho de escala e buscará maiores margens em cada unidade. Isso não ajuda o mercado automobilístico brasileiro e fará com que o Brasil continue sendo campo de exploração (talvez extrativismo seja uma boa palavra) para as marcas mais antigas por aqui, que passarão a ter os chineses como aliados.

CONCLUSÃO

O carro me surpreendeu pois minha expectativa era baixa. Não chega a empolgar, mas tem boa relação custo x benefício. Certamente as quase 250 adaptações feitas do carro original chinês para o que chega no Brasil, fazem diferença.

Some-se à esses benefícios a garantia de 6 anos sem limite de kilometragem. Claro que a garantia cobre defeitos de fábrica e esses aparecerão logo nos primeiros meses de uso, mas, de qualquer forma, é uma política agressiva da JAC para mostrar o quanto seus carros são confiáveis.

Algumas coisas que não consigo avaliar e gostaria da participação dos leitores são:

  • O atendimento nas oficinas e a disponibilidade de peças
  • Preço de revenda.
  • Consumo

VEJA ABAIXO AS ESPECIFICAÇÕES TÉCNICAS

FICHA TÉCNICA

Motor:dianteiro, transversal, quatro cilindros em linha, 16 válvulas, a gasolina, 1.332 cm³ de cilindrada
Potência: 108 cv a 6.000 rpm
Torque: 14,1 kgfm a 4.500 rpm
Direção: hidráulica
Câmbio: manual de cinco velocidades
Suspensão: dianteira McPherson independente, com molas helicoidais e barra estabilizadora; traseira independente, Dual Link, com molas helicoidais
Freios: a disco ventilado na dianteira e a tambor na traseira com sistemas ABS (antitravamento) e EBD (distribuição eletrônica de frenagem)
Dimensões: 3,96 m de comprimento (4,15 m no sedã Turin); 1,65 m de largura; 1,46 m de altura; 2,40 m de entre-eixos
Peso: 1.060 kg (hatchback) e 1.100 kg (sedã)
Tanque: 48 litros
Porta-malas: 350 litros (hatchback) e 490 litros (sedã)

 
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Publicado por em 10/06/2012 em Carros & Test Drive

 

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AS MONTADORAS PODEM COMPRAR O GOVERNO, MAS NÃO O BRASIL

Com o aumento de 30 pontos percentuais sobre o IPI dos carros importados, o governo dá uma clara mensagem de protecionismo nocivo, e a qualquer custo  destrói a competitividade que permitiu que muitos países fossem chamados de DESENVOLVIDOS.

Por isso convido todos a aderirem à campanha:

QUERO CARRO BARATO!

NÃO COMPRO MAIS CARRO ZERO “NACIONAL”

A idéia parece simplista, mas dará resultados. As montadoras precisam parar de achar que somos ignorantes agindo “bovinamente”.

Vamos abordar algumas premissas básicas que PROVAM que o governo está protegendo quem não precisa e esquecendo de nós, pobres contribuintes.

Abaixo motivos muito reais pelos quais você deve aderir à campanha:

  1. NÃO EXISTEM MONTADORAS NACIONAIS 
      • A FIAT envia seus lucros para a Itália
      • A GM e a Ford enviam seus lucros para os EUA
      • A Volks envia seus lucros para a Alemanha
    • Obs.: Quase existiu uma montadora 100% nacional, mas um movimento semelhante ao que está ocorrendo agora destruiu a Gurgel. Eles utilizavam muitas peças de outras montadoras (principalmente Volks), mas em determinado momento, os fornecedores dessas montadoras passaram a aumentar os preços para a Gurgel, e em alguns casos, até recusaram-se a fornecer peças. Será que foram ameaçados pelas 4 grandes? Foi uma vergonha.
  2. O BRASIL TEM OS CARROS MAIS CAROS DO MUNDO
      • As montadoras “nacionais” têm, no Brasil, as maiores margens de lucro do mundo. Há um mito que é por causa dos impostos (que realmente são imorais), mas se analisarmos seus balanços e, principalmente, os preços que aplicam aos carros que exportam, fica evidente que suas margens são gigantescas. Há bem pouco tempo atrás, a Fiat exportava o pálio para o Leste Europeu a U$ 6.000,00 (isso mesmo! Seis mil dólares!). O mesmo carro que compramos a R$ 35.000,00.  Se gastam R$ 8.000,00 (equivalentes a U$ 5.000) não há ICMS e IPI que justifiquem o preço que pagamos.
  3. VOCÊ COMPRA UM HONDA CIVIC NOS EUA COM U$ 15.000 ou R$ 24.000 (não dá nem para comprar um Mille aqui)
      • Um CAMARO ZERO é vendido ao equivalente a R$ 39.000 (ops, nós pagamos isso em um Gol e achamos que estamos arrasando….!)
    • Obs.: Com certeza não foi sobre-taxando os carros importados que chegaram a esse nível de competitividade e preço.
  4. ESSE AUMENTO DO IPI AFASTA INVESTIDORES
      • A JAC Motors anunciou que não construirá mais sua fábrica no Brasil por conta do aumento do IPI. Eles investiriam R$ 600 milhões de reais e gerariam milhares de empregos. A fábrica ficaria pronta em 2014.
      • A CHERY MOTORS também anunciou que repensará se dará continuidade à construção de sua fábrica em Jacareí-SP. A fábrica ficaria pronta em 2013 e geraria milhares de empregos diretos e indiretos.
      • Apenas esses dois exemplos afastaram mais de 1 bilhão em investimentos diretos no país.
    • Obs.: Alguém realmente acredita que o governo não sabe disso? É óbvio que essa conta é ignorada para proteger quem nos explora há mais de 30 anos. Alguém ainda acredita que esse aumento de IPI não é imoral?
  5.   POR QUE OS CARROS DE ENTRADA TÊM EXATAMENTE OS MESMOS PREÇOS?
      • O princípio é simples e é crime, chama-se CARTEL (ou, tecnicamente falando, OLIGOPÓLIO). Esse crime é caracterizado pela combinação de preços entre concorrentes para tirar o máximo de dinheiro dos clientes e aniquilar a livre concorrência.
      • Não  há livro ou tese de finanças que convençam alguém de que 4 empresas com métodos de gestão, fornecedores, custos e métodos fabris diferentes, tenham exatamente a mesma eficiência. Ou seja, como é possível que Gol, Ka, Celta e Palio tenham exatamente os mesmos preços? Precisa ser muito ingênuo para acreditar que têm exatamente os mesmos custos e processos.
      • Na verdade a invasão dos importados Coreanos e Chineses é MUITO saudável e nossa grande esperança para quebrar esse cartel das 4 grandes e finalmente abrir o mercado. Seria esse um bom motivo para aderir à campanha e não comprar mais carros nacionais zero km?

Gostaria de ter recursos para publicar essa campanha em Outdors e no horário nobre da TV, mas sou só um cidadão e contribuinte. Por isso, a única forma de isso dar certo é se esse movimento se expandir pela internet e esse texto circular de forma “viral” por milhões de e-mails pelo Brasil afora.

Copie o conteúdo desse post e cole em um e-mail e mande para seus amigos. Assim estará exercendo sua cidadania e evitando que o Brasil continue a ser liderado por esses bandidos que estão em Brasília. O Brasil é nosso! Não deles! E queremos carros baratos e muita competição entre as empresas.

Pense nisso e passe adiante.

Eu ainda acredito!

 

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ATÉ QUANDO ACEITAREMOS ESSE PROTECIONISMO AOS INTERESSES DE POUCOS? ATÉ QUANDO? Leiam a notícia e meus comentários abaixo…

Temos os carros mais caros do mundo!! Pagamos muito mais por muito menos! Isso você já sabia.

Achei que com a chegada dos chineses, as montadoras “BRASILEIRAS” baixariam suas margens para competir…..mas infelizmente eles têm o Governo Federal (TAMBÉM O MAIS CORRUPTO DO MUNDO) nas mãos.

Os carros importados estão, a partir de hoje, ameaçados pelo protecionismo às gordas margens de lucro das 6 grandes montadoras “BRASILEIRAS” (SIM, AQUELAS QUE ESTÃO NO BRASIL MAS ENVIAM SEUS LUCROS PARA A ITÁLIA (FIAT), EUA (GM E FORD), ALEMANHA (VOLKS) E FRANÇA (RENAULT E PEUGEOT).

O Governo Federal aumentou hoje em 30 pontos percentuais o IPI sobre carros importados (significa que os carros 1.0 que pagavam 7%, passaram a pagar 37% de IPI)

ACESSE O LINK:

http://eptv.globo.com/economia/NOT,0,0,369052,Decreto+presidencial+regulamenta+aumento+do+IPI+para+carro+importado.aspx

Não podemos admitir esse protecionismo! Será que os nossos queridos e consagradamente incompetentes governantes não deveriam estar preocupados em aumentar a competitividade? Foi assim em todos os países que podem ser chamados de desenvolvidos, mas aqui reina o protecionismo a quem não precisa e o esquecimento aos mais necessitados. Enquanto isso ninguém fala mais de REFORMA FISCAL, INFRA-ESTRUTURA E EDUCAÇÃO. Porque não se fala em controle do câmbio? Esses temas sim deveriam estar em debate.

Até quando pagaremos os preços mais caros do mundo por carroças e aceitaremos “bovinamente”? Até quando?

Acesse o site abaixo e veja os preços dos carros nos EUA!! Veja como você compra, aqui, Gol basicão por preço de Honda Civic top de linha, lá….e pense no assunto.

http://www.cars.com/go/crp/index.jsp

 
 

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Testei a nova Towner da Hafei

Essa semana estive em uma concessionária CN Auto para testar a nova Towner. Testei apenas a versão de passageiros. Existem ainda versões furgão, baú e pick up.

Talvez ela ainda sirva para você vender cachorros-quentes, contudo acho que ela pode oferecer um pouco mais. Abaixo estão minhas impressões:

DESIGN

O estúdio italiano Pininfarina diz algo pra você? A Ferrari diz algo para você?  Pois bem, para começar os chineses contrataram o Pininfarina para desenhar a Towner. Ou seja, o mesmo estúdio que desenhou e redesenhou a Ferrari.

Apenas para esclarecer, o Estúdio Pininfarina foi comprado pelos chineses. Se disséssemos isso há 5 anos, seria tão inusitado quanto o Brasil ter comprado a Budweiser e o Burger King. Tudo isso aconteceu e cá estamos, estudando carros chineses que entram no Brasil, torcendo para que acabem com um cartel, formado por 4 montadoras (talvez 5) que fazem combinação de preços para tirar o máximo de dinheiro de nós em cada carro vendido.

Mas voltando ao design da Towner, vale ressaltar que a frente ficou bem simpática, com os faróis dianteiros avançando sobre os pára-lamas e com uma grade de muito bom gosto, combinando com as grades logo abaixo, no para choque.  Assim como a dianteira, a traseira ficou, embora simples, com um aspecto muito agradável e harmônico.

INTERIOR

Ponto para o espaço para as pernas em todas as 3 fileiras de bancos. O espaço para o motorista é o mínimo para alguém com 1,84 m (minha altura). Imagino que alguém um pouco maior do que eu vai ficar meio espremido. Mas coloquei o banco 100% para trás e ficou perfeito.

Já o banco intermediário é algo difícil de entender e, sem dúvidas, um grande ponto negativo do carro. Isso porque o banco é dividido em duas partes, uma fixa (2/3) e uma parte dobrável (1/3) que facilita a entrada no carro. Contudo o espaço não é suficiente para dois adultos na parte fixa e o banquinho dobrável é péssimo. Para viagens com mais de 30 minutos, pode contratar um massagista para consertar suas costas. Portanto a fileira do meio, desde que utilizando os bancos originais, acomodaria 2 crianças e um adulto e nada mais.

Já o banco de trás acomoda razoavelmente bem 3 adultos se não forem muito largos (isso porque a largura total do carro é 1,55 m).

O porta-malas comporta algumas mochilas e apetrechos não muito grandes. Também há lugar para coisas sob os bancos. A última fileira pode ser rebatida, o que forma um enorme porta-malas.

Mesmo assim o espaço é extraordinário para um carro do tamanho da Towner e certamente trocando ou reformando os bancos, a viagem será MUITO mais confortável.

O painel é de bom gosto e a combinação entre tons de cinza claro tornam o ambiente mais agradável e dão a impressão de amplitude. Os mostradores de combustível e temperatura são digitais e tem um contagiros e velocímetro analógicos.

Não há travas ou vidros elétricos na frente e os vidros de trás abrem horizontalmente. Todo o acabamento é extremamente simples e sem mimos de qualquer espécie.

IMPRESSÕES AO DIRIGIR

O bom de um carro com 48 cv de potência é que ninguém vai fazer o test drive esperando que ele ande. Por isso até acabei sendo surpreendido positivamente pelo desempenho do chinesinho no trecho urbano onde fiz o teste. Desempenho certamente potencializado pelo escalonamento do câmbio, que é curto e dá um pinote na saída. Já na subida a minivan se comporta mesmo como um carro 1.0 e às vezes tive que subir em segunda marcha. Mesmo assim me surpreendeu o conforto ao dirigir. Estava esperando dirigir algo como uma Kombi ou coisa assim mas a Towner é muito mais macia e com uma ótima posição para o motorista.

A suspensão também me surpreendeu e, embora seja um carro alto e leve, balança pouco e dá uma sensação de firmeza e segurança ao dirigir, mesmo em curvas (claro que não levei o carrinho ao limite e nem recomendo).

A direção, embora não seja hidráulica, é muito boa com o carro em movimento e normal com o carro parado, como se fosse um Uno, por exemplo.

Os engates do câmbio são um pouco “diferentes” (conforme disse o vendedor) e pareceu-me ruim para engatar a segunda marcha. Mas acho que o vendedor tem razão e eu acabaria me acostumando. A embreagem é bem macia e fácil de acionar e soltar.

Apenas para constar, a Towner antiga, a Coreana, tinha 40 cv de potência em um motor 0,8 litros. Já a nova Towner da Hafei tem 20% a mais de potência e é injetada pela mesma injeção eletrônica que equipa o Celta.

CONFORTO

Os dois bancos traseiros são muito ruins. Não tem travas ou vidros elétricos. O rádio parece o utilizado em carros de locadora barata. Não tem porta-trecos em lugar algum. Contudo, tudo isso é “consertável”.

Para não ser injusto, devo fazer menção ao ar-condicionado duplo que é excelente. Ele vem com o ar-condicionado no painel e outro no teto. Gela muito e tira pouca potência do motor sem muito ruído.

PREÇO

Com ar condicionado sai por R$ 30.500,00 já com frete. Justo para os padrões brasileiros de justiça de preços. Mas para entrar nesse mérito teria que inferir o preço do Gol a R$ 18.000,00, do Uno a R$ 15.000,00 e assim por diante. Por isso digo que é justo utilizando os mesmos critérios de análise.

CONCLUSÃO

Se você quer uma opção barata para transportar 8 pessoas (sugiro que das 8, pelo menos 2 sejam crianças) com relativo conforto e sem pressa, a Towner da Hafei é uma ótima opção. Não sei como seria viajar por muitas horas nela, por isso se alguém que tem uma quiser fazer mais comentários, serão bem vindos.

O vendedor garantiu ainda que ela viaja bem a 120 km/h na reta e cai para 90 km/h nas subidas. Infelizmente o test drive não permite pegar estradas, então…..vamos aguardar algum proprietário confirmar a informação.

E você, compraria uma?

FICHA TÉCNICA – retirada do site da CNAuto (www.cnauto.com.br)

FICHA TÉCNICA – TOWNER PASSAGEIROMotorCilindradaCombustívelCapacidade do TanqueSistema InjeçãoPOTÊNCIACV/KW/RPMVálvulasTransmissãoDireçãoFreiosDianteiraTraseiraSUSPENSÃODianteiraTraseiraRodas/PneusDIMENSÕESComprimentoLarguraAlturaEntre eixosCapacidade (passag.)Peso líquidoCapacidade de cargaBruto

4 cilindros
970 cc
gasolina
36 litros
Injeção eletrônica multiponto
48 / 35.5 / 5000
8
5 marchas/mecânica
mecânica
disco maciço
tambor
MacPherson
Feixe de molas
165/70 R13
3745 mm
1505 mm
1875 mm
2470 mm
08
1000 kg
 600 kg
1600 kg
 
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Publicado por em 30/05/2011 em Carros & Test Drive

 

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Testei o Lifan 320….o Mini Cooper “Cover”

Que os chineses copiam qualquer coisa todos nós sabemos. Que ainda têm problemas com a qualidade de alguns produtos, todos sabemos. Contudo, embora o Lifan 320 seja uma tentativa de copiar o Mini Cooper, o chinezinho tem personalidade própria.

Dirigi o Lifan 320 por alguns quilômetros em Jundiaí e confesso que até agora foi o carro chinês que mais me agradou. Claro que o Cielo é bonito e o QQ bem mais barato, mas o 320 me pareceu o mais “brasileiro” deles.

Portanto desejo compartilhar minhas impressões e espero ajudar de alguma forma quem está pensando em, pelo menos, conhecer esse carrinho.

DESIGN

Esse sim é um ponto polêmico. Ele é o tipo do carro que não permite ficarmos em cima do muro. Ou você gosta ou odeia. Particularmente acho que o design é uma de suas virtudes. Sobretudo quando aplicadas as faixas no capô, teto e/ou laterais.  Ele tem um ar “retrô” e ao mesmo tempo uma certa esportividade.

As rodas de liga leve são de muito bom gosto e combinam com seu estilo diferente.

O test drive da Biguasul em Jundiaí, tinha inclusive teto solar elétrico; item que está sendo homologado pela Lifan no Brasil e, provavelmente, será oferecido como opcional em breve. Ficou muito bom no Lifan e reforça o ar de esportividade do modelo.

Além do preto e cinza, ele é comercializado em cores mais alegres como azul, vermelho, amarelo e até pink.

INTERIOR

O espaço para o motorista e o passageiro da frente são muito bons, contudo, é difícil acomodar alguém com mais de 1,80 metros no banco traseiro mas transporta 3 pessoas medianas ou 2 adultos e uma criança.

O carpete e plásticos são bege claro e, embora de bom gosto, sujam com facilidade e precisam de cuidado. O tecido dos bancos é mais escuro e parece ter o mesmo nível de acabamento dos outros carros chineses que testei. Contudo as costuras são mais retas.

O painel é bem simples mas bem acabado e com os comandos bem à mão. O velocímetro digital além de simpático é de fácil visualização. Medidor de RPM, combustível e temperatura também são digitais. Melhor dizendo, não há nada analógico no painel.

CONFORTO E SEGURANÇA

Assim como os outros chineses, o 320 vem completíssimo de fábrica e não tem ainda opcionais disponíveis. Ele vem com:

  • Ar condicionado – muito bom com o carro em movimento. A temperatura me pareceu subir rápido quando parava nos semáforos. No entanto o dia estava quente e ele deu conta do recado.
  • Direção hidráulica – fácil de manobrar e firme quando em alta velocidade
  • Vidros elétricos nas 4 portas com possibilidade de desligar os controles traseiros para evitar que as crianças abram os vidros
  • Retrovisores elétricos – os comandos são muito eficientes e de fácil acesso
  • Air bag duplo – novamente evitei testá-los e continuo preferindo acreditar que funcionarão quando se fizerem necessários
  • Luz de neblina (milha)
  • Porta copos no console central e alguns porta “trecos” bem úteis. O porta-luvas é minúsculo
  • Painel 100% digital
  • Freios com ABS
  • Rádio com entrada para MP3 e pen drive. O som não é muito potente mas é suficiente se você não quiser aparecer
  • Travamento automático das portas a 20 km/h

O porta malas, com capacidade de 300 litros, é suficiente para transportar a bagagem de uma família pequena, mas sem exageros.

DESEMPENHO E IMPRESSÕES AO DIRIGIR

Antes de fazer o teste achava que ele conquistaria o mercado com toda força em seu design. Contudo, ficou claro para mim que o ponto forte do carro é seu desempenho. É divertido dirigí-lo e seus 88 cv de potência não deixam a desejar, nem em retomadas e subidas. O motor 1.3 16v é fabricado pela Suzuki e fica evidente que tem qualidade. O câmbio do 320 é, sem nenhuma dúvida, o melhor dos chineses. Os engates são precisos e macios e não tive problemas mesmo ao reduzir rapidamente as marchas. Esse foi um ponto que mais me surpreendeu: a relação motor x câmbio.

Cheguei aos 105 km/hora em uma avenida de Jundiaí e o carro esteve completamente “na mão”. A direção é ótima e a suspensão, embora um pouco macia, transmite muita segurança. A embreagem é macia e confortável.

O ronco do motor aumenta a vontade de acelerar. Isso também em função da ponteira esportiva do escapamento.

Como percebi em outros modelos chineses, o ar condicionado tira pouquíssima potência do motor. Menos que qualquer carro nacional.

Os freios são muito bons e também transmitem segurança adequada ao peso e à potência do carro. Assim como os air bags, também não tive como testar o ABS. Basta torcer para cumprir seu papel em uma freada brusca.

Uma coisa bem estranha para mim, foi dirigir vendo o capô. O último carro que me dava essa sensação estranha era o Kangoo. Contudo, no 320 o capô fica mais evidente. Para quem não gosta de ficar fazendo cálculos para estacionar, é ótimo.

Uma “bola fora” da Lifan é o formato do assoalho em torno dos pedais pois tornam a viagem muito desconfortável para o pé esquerdo, pois não há onde descansá-lo. Acredito que em uma viagem longa, onde se usa pouco a embreagem, deve ser incômodo.

PREÇO

Os R$ 29.900,00, considerando o grande número de ítens de série, torna o 320 uma excelente opção, tanto para uso urbano quanto para uma viagem com a família. Embora tenha gostado muito do Chery Face e do preço do QQ, confesso que o Lifan me surpreendeu MUITO positivamente. Em especial o motor e câmbio.

CONCLUSÃO

Assim como o Novo Uno e o QQ, o Lifan 320 tem a capacidade de colorir e enfeitar a cidade, sobressaindo-se na multidão de carros pretos e cinzas, tornando o trânsito um pouco menos monocromático.

Recomendo aos que têm curiosidade que façam o teste com o Lifan 320. Não vão se arrepender. Na pior das hipóteses vão se sentir importantes, pois não há quem não olhe com interesse para o carrinho.

FICHA TÉCNICA (retirada do site da Lifan)

• Altura mínima do solo (mm) – 135;
• Cilindrada (l) – 1.342;
• Combustível – Gasolina;
• Compartimento de carga do porta-malas (l) – 300;
• Dimensões C x L x A (mm) – 3.745×1.620×1.430;
• Distância entre-eixos (mm) – 2.340;
• Modelo do motor – LF479Q3;
• Número de assentos – 5;
• Peso em ordem de marcha (kg) – 950;
• Potência máxima (cv) – 88;
• Quantidade de portas – 5;
• Raio de giro mínimo (m) – 9.52;
• Reservatório de combustível (l) – 37;
• Sistema de direção – Pinhão e cremalheira, hidráulica assistida;
• Sistema de freios dianteiro – Disco;
• Sistema de freios traseiro – Tambor;
• Suspensão dianteira – Tipo McPherson independente;
• Suspensão traseira – Independente, com braços laterais e molas helicoidais;
• Transmissão – 5 marchas;
• Tipo do motor – 4 cilindros em linha, 16 válvulas, MPI;
• Tipo e especifi cações do pneu – 165/70R14;
• Torque máximo (kgf.m) – 11,2;
• Velocidade máxima (km/h) – 155.

 
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Publicado por em 13/05/2011 em Carros & Test Drive

 

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TESTEI O CHERY QQ

Confesso que há alguns meses aguardava para conhecer o QQ, desde que foi anunciada sua vinda ao Brasil para assumir a posição de carro mais barato do país. Já o havia visitado há uma semana na Chery Yang de Jundiaí, mas ainda não possuiam o test drive. Voltei hoje e dirigi o carrinho. Embora eu não tenha qualquer preconceito com carros chineses, serei sincero aqui com minhas impressões.

DESIGN

Simpático! De frente ele parece que está sorrindo e tem uma cara de animalzinho de estimação (não consegui uma descrição menos feminina, juro que tentei!). Contudo a traseira tem um design que pode decepcionar quem gosta de modelos mais atuais (alguns diriam que é feia mesmo).

INTERIOR

Surpreendente! O espaço interno é um ponto positivo para o carrinho. Quando se olha o carro por fora não se imagina que transporta 5 pessoas. De fato o ideal para longo trechos, para a viagem não se tornar desagradável, seria transportar apenas 4 pessoas. Sentei com minha esposa no banco de trás e pedi para um dos vendedores sentar também para testar o espaço e até que não fica péssimo, mas não sei como seria ficar mais de uma hora daquela forma.

O espaço para as pernas dos passageiros no banco de trás é ótimo, mesmo quando ajustei o banco da frente para a posição ideal para mim (tenho 1,84 mts). Tem mais espaço do que Pálio, Gol, Celta ou outros nanicos (só perde para o Twingo – quem já teve sabe do que estou falando).

O acabamento é basicamente de plástico e, em muitos lugares, bem mal encaixados. O porta luvas e a tampa do air bag do passageiro nem tentam disfarçar e não tem nenhuma simetria no encaixe.

CONFORTO E SEGURANÇA

Esse é, sem dúvidas, o ponto forte do carrinho. Ele vem com:

  • Ar-Condicionado – Gela muito e praticamente não tira potência do motor! Diferente de nossos modelos nacionais.
  • Direção Hidráulica – Muito leve! O problema é que continua muito leve com o carro em alta velocidade, dando uma impressão de insegurança ao dirigir. Meu pai tinha uma Caravan 86 que tinha o mesmo problema. No fim acho que é possível se acostumar com isso. Adorava aquela Caravan.
  • Vidros elétricos nas 4 portas com acionamento aos 4 também na porta do motorista
  • Retrovisores elétricos
  • Air bag duplo (como não testei por motivos óbvios, vamos acreditar que funcionem!)
  • Freios com ABS – os freios são adequados ao carro
  • Luz de neblina – também não testei porque fiz o teste durante o dia
  • Painel digital – Tudo é monitorado digitalmente, desde o velocímetro, conta-giros, combustível, temperatura, odômetro parcial e total. Muito bom também é o monitor de consumo instantâneo (embora mostre o consumo em litros a cada 100 km – mas a conta é fácil, se ele mostra 5 litros/100 km, o consumo é de 20 km/l).

Os bancos são de tecidos simples mas muito confortáveis e não parece que ficariam cansativos mesmo que eu ficasse lá por um longo período.

O porta malas é pequeno. Seus 190 litros comportam apenas duas malas pequenas. O espaço atende uma família com, no máximo uma criança. A vantagem é que o banco traseiro é bipartido e pode aumentar a capacidade de carga.

DESEMPENHO E IMPRESSÕES AO DIRIGIR

O motor é outro destaque positivo do QQ. Seus 68 cv são mais que suficientes para empurrar seus 890 kg com agilidade. Ele é espertinho no trânsito e o câmbio pareceu bem dimensionado. Os engates do câmbio não são suaves, mas também não são péssimos. O ronco do motor dentro do habitáculo é um ponto negativo. Quem se incomoda com isso deve pedir a instalação de um feltro termoacústico (R$ 15,oo o metro em média) na parede que separa o motor do interior do carro.

O grande ponto negativo no teste foi a estabilidade. Cheguei a questionar se o carro estava devidamente alinhado. Ele não parecida “puxar” para nenhum lado com mais veemência, mas balançava demais. O teste foi muito pequeno para diagnosticar se o problema é a direção não progressiva (que continua super leve em alta velocidade), a suspensão muito mole ou os pneus de largura 155 mm instalados em rodas aro 13. Só sei que acima de 60 km/h ele parece não estar totalmente controlado e dá a impressão de flutuação. Não consegui passar dos 95 km/h por conta do tráfego na Av. 9 de julho em Jundiaí, onde fiz o teste e fiquei curioso para saber quanta emoção sentiria a 120 km/h.

Questionei a estabilidade ao gerente da Yang que alegou que o carro ainda não foi submetido ao alinhamento. Vou voltar a testá-lo com mais calma e concluir melhor o que acontece.

O vendedor garantiu que o problema é causado pelos pneus muito finos na roda aro 13. Até pode ser…mas quando souber exatamente qual o problema com a estabilidade com o QQ, publico aqui.

A embreagem é muito macia. Parece que é um pedal solto. O que é bom em trechos urbanos onde a troca de marchas é mais frequente.

Enfim, estávamos no teste eu, minha esposa, minhas duas filhas e o vendedor e o carrinho pareceu não sentir dificuldades em deslanchar com bravura, mostrando um bom torque.

PREÇO

Aqui está um ítem que pode nos fazer relevar algumas imperfeições do estiloso QQ. São R$ 23.900,00 já com frete. Ou seja, não existe nenhum carro que entregue tanto por tão pouco no Brasil. Reforço que isso é no Brasil, um país cujos impostos e o cartel das grandes montadoras nos impedem de termos acessos a produtos de qualidade a preços justos.

Obs.: Imaginem que um New Civic nos EUA custa U$ 16.000,00 (ou R$ 26.000,00). Então estamos pagando aqui, no QQ, quase o mesmo que um norte-americano paga em um New Civic. Mas essa é outra história e merece grande debate e mais ênfase nos questionamentos de nossa parte.

CONCLUSÃO

Caso seja solucionado o problema da estabilidade, o QQ não faz feio frente aos seus concorrentes “nacionais”. Tem um excelente pacote de equipamentos de série a um preço extremamente acessível.

Algumas revistas que passaram dias testando o carrinho alegam que ele faz até 20 km/l. Somando-se ainda que o preço das revisões é tabelada e muito barata e que tem 3 anos de garantia, certamente o recomendo para quem pretende ter um carro para trabalhar no dia a dia ou para sair da mesmice e colorir a cidade.

RESPONDA À ENQUETE

FICHA TÉCNICA (FONTE: website da Chery Brasil)

Motor
Código do Motor SQR472F
Motor 1.1L ACTECO Gasolina
Tipo 4 Cilindros em Linha DOHC
Sistema de Injeção MPFI
Código de Transmissão QR512
Transmissão Mecânica em 5 velocidades
Cilindradas (cm3) 1.083
Taxa de Compressão 9,5:1
Diâmetro x Curso 72 x 66.5
Potência Máxima (cv/rpm) 68/6000
Potência Máxima (Kw/rpm) 50/6000
Torque (Kgfm/rpm) 9,1/3500 – 4000
Torque (Nm/rpm) 90/3500 – 4000
Tração Dianteira
Suspensão e Freio
Suspensão Dianteira Independente tipo McPherson, molas espirais, amortecedores pressurizados e barra estabilizadora.
Suspensão Traseira Eixo rígido com braços arrastados, molas espirais, amortecedores pressurizados e barra tensora lateral.
Freio Dianteiro Disco
Freio Traseiro Tambor
Pesos
Peso Bruto Total (Kg) 1.265
Em ordem de Marcha (Kg) 890
Dimensões
Comprimento (mm) 3.550
Largura (mm) 1.495
Altura (mm) 1.485
Entre-eixos (mm) 2.340
Número de Portas 5
Assentos 5
Aceleração de 0 a 100km/h (s) 14
Velocidade Máxima (Km/h) 130
Capacidades
Capacidade Tanque Combustível (L) 35
Capacidade de Carga (L) 190
Rodas
Rodas (Diâmetro) 13″
Pneus 155/65
 
 

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Impressões do Cielo, conforme prometido

Como prometi ontem gostaria de compartilhar minha humilde avaliação do Chery Cielo.

Design – Esse é, sem dúvida, um dos pontos fortes do modelo. Gostei especialmente do hatch, que transmite uma aparência moderna e esportiva.  Muito bonito. O sedan também não passa vergonha frente aos sedans médios comercializados no Brasil.

Conforto- No habitáculo, os plásticos são abundantes. Contudo as laterais das portas são parcialmente revestidas com tecido e os tons claros de alguns acabamentos dão um ar de leveza para o passageiro. O banco do motorista é muito confortável e certamente permite longas viagens sem ativar o danado do nervo ciático.

O espaço interno é generoso. Para os passageiros que viajam no banco traseiro não há aperto para as pernas e tampouco os ombros vão-se esmagando mutuamente.

O isolamento acústico é muito bom. Consegui também chegar a 100 km/h em quarta marcha, justamente para fazer o motor roncar e avaliar o nível de ruído. Gostaria de ter ido a 120 km/h, mas devo lembrar que estava dentro da cidade de Jundiaí e seria muita imprudência. Também não sei se a gentil vendedora que me atendeu é cardíaca, então….

Não há opcionais para o modelo, que vem de série com ar condicionado (os comandos são bem acabados e estão bem posicionados), direção hidráulica, vidros elétricos (os 4), airbag duplo, abs, sensor de ré com mostrador de proximidade no painel, retrovisores elétricos, luzes de cortesia individuais para os passageiros e vários porta objetos. O volante tem regulagem de altura e o rádio é incorporado ao painel e possui MP3 e entrada USB.

Talvez para quem está acostumado com Ford Fusion, Renault Megane ou Citroen C4, ele não traga grandes vantagens, mas certamente supera em equipamentos os concorrentes de faixas de preço até superiores aos R$ 42.000 que ele custa, pois oferece um ótimo nível de conforto e acessórios para um carro dessa categoria. Ótimo custo x benefício.

Desempenho - Embora o motor 1.6 16V desenvolva 119 cv, ele deixa a desejar na arrancada. A potência só é alcançada depois dos 4.000 RPM, dando a impressão de falta de fôlego na arrancada. Essa é uma característica dos motores 16 válvulas em geral, mas que me pareceu especialmente acentuada no Cielo. Mesmo assim ele é macio e silencioso para dirigir e, por seu grande tamanho (4,28 m de comprimento x 1,79 m de largura) e seu peso (1.375 kg) a estabilidade é boa e a frenagem não dá sustos. E olha que eu pisei fundo no freio para ver o ABS funcionando e lá estava ele.

Se gosta de carros e é curioso como eu, aproveite para fazer o test drive, que está disponível em todas as concessionárias.

Se ainda discrimina os chineses, talvez comece a desfazer o danado do estigma.

Testei também o novo Logan e o Novo Uno. O Logan não teve nenhuma mudança quanto ao conforto e desempenho, somente maquiagem. Então não vou gastar um post para ele. Cabe apenas ressaltar a melhora nos comandos dos vidros elétricos, que agora ficam nas portas. De resto, como diria Renato Russo: ” …nada mudou.”.

Quanto ao Uno, esse sim dá “caldo” pra comentários e reflexões. Aguarde!

Abaixo algumas fotos do Cielo.

 

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Testei o Cielo e o Face da Chery – Quem diria…

Há alguns meses publiquei alguns posts sobre minha esperança de que os automóveis chineses emplacassem e tirassem algum poder do oligopólio formado pelas grandes montadoras “nacionais”.

Os chineses chegaram tímidos, com estruturas e garantias frágeis e tinham como vantagem apenas os preços baixos. Ainda assim com a promessa de trilharem o mesmo caminho que os japoneses na década de 80 e os coreanos nessa década.

Hoje fiz um test drive com dois chineses fabricados pela gigante Chery, a maior montadora chinesa com capital 100% nacional (também pudera, ela é estatal). Dirigi o Cielo (versão hatch) e o Face (monovolume com pinta de carro familiar) e vou relatar abaixo minhas impressões (lembrem-se de que não sou profissional da indústria automobilística. Sou apenas um apreciador).

O FACE

Chery Face

Design: Embora simples, o Face tem linhas modernas. Os faróis finos avançam sobre o capô, deixando clara as mãos italianas que o desenharam (Estúdio Bertone). Já a traseira não deixa dúvidas de que é um chinês e vai exigir um esforço maior para que nos acostumemos.

Conforto: Os bancos dianteiros são confortáveis e a mescla de preto e bege deixa o interior do carro agradável. Como tenho 1,85 mts, o encosto lombar não fica exatamente na lombar, mas acho que sobreviveria a uma viagem sem chegar no destino descadeirado.

Já o espaço para os passageiros que viajam atrás é surpreendente para um carro com 3,7 mts de comprimento e 2,39 mts de entre-eixos. Ajustei o banco dianteiro para a posição ideal para mim e me sentei no banco exatamente atrás para ver como ficaria. Acreditem, meu joelho nem encostou no banco da frente. Ponto para o espaço interno. Sem esquecer que o volante vem de série com regulagem de altura.

O ar-condicionado é excelente e não faz feio. A direção, para manobras, é levíssima. Contudo, em movimento, vai gradativamente ficando firme conforme aumentamos a velocidade e dá um toque de esportividade ao modelo.

Gostei muito também do sensor de ré, com um display no teto, na direção do tampão traseiro (visto pelo espelho retrovisor central), que indica a distância do objeto mais próximo conforme damos ré. Certamente uma grande ajuda para estacionar nos grandes centros urbanos.

O carro conta ainda com vidros elétricos nas 4 portas, travas elétricas, porta copos duplo no console frontal e simples para os passageiros de trás. Tem rádio com MP3 e entrada USB (mas é o plug pequenininho, então precisa de adaptador), faróis de neblina dianteiros e traseiros.

O grande ponto negativo é o minúsculo porta-malas com capacidade maior apenas que o do Kia Picanto. Mas dá pra levar duas malas pequenas e umas bugigangas sem precisar tirar o tampão. Também tem a opção de rebater os bancos traseiros (40% – 60%).

Segurança – O pequenino conta com airbag duplo, freios ABS (com controle de frenagem por roda – EBD) e barra de proteção laterais. Ítens encontrados apenas nos modelos top de linha nacionais.

Desempenho - O motor 1.3 com 84 cv surpreende positivamente. Ele entrega sua potência  e torque (11,4 kgfm) já nas baixas rotações e, com a ajuda do câmbio que é bem dimensionado, mostra uma saúde não encontrada na maioria dos populares nacionais. Estiquei a mais de 100 km/h em uma avenida de Jundiaí (a vendedora ficou apavorada….desculpe-me….não resisti) e o carrinho mostrou-se silencioso e totalmente estável. A aceleração é contínua e sem falhas e a embreagem muito macia. O câmbio poderia ter engates mais macios. Dá a impressão de que a alavanca bate um pouco mais forte que o normal quando engatamos as marchas, mas nada que o desabone (mostrou o mesmo sintoma no Cielo, então acho que não é defeito, e sim característica).

Somando tudo isso aos 3 anos de garantia sem limite de km e com socorro e carro reserva em caso de panes que exijam remoção do veículo, ficou claro pra mim que a Chery não veio a passeio como outras montadoras chinesas e coreanas que conhecemos. Também me certifiquei de que as peças de reposição já estavam no Brasil e os vendedores das duas lojas que visitei foram unânimes em dizer que a Matriz em Salto está fortemente abastecida.

Já testei Fox, Fiesta, Pálio e os demais ditos “nacionais” e estou certo de que nenhum deles entrega o que o Face entrega por seus R$ 32.900,00. Cabe aos brasileiros abrirem a mente para verem que, embora sejamos o país do futebol, nem tudo é Gol!

No próximo post vou descrever as impressões do Cielo. Estou com muito sono para continuar agora.

Fotos do Face



 
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Publicado por em 29/05/2010 em Atualidades, Carros & Test Drive

 

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